Experimental


Era pra’ser poema...foi rancor!

 

Do teu amor eu tenho herdado não mais que um desabrigo, e as vestes rasgadas por suas unhas, com fome de posse. Dono da mala, da bagagem que nos cobriu em alternâncias de estações: Tempestades e secas, mas o sol nunca saiu.

Nunca esperei ser seu, nem audácia, nem orgulho. Eu tinha bolsos vazios e peito aberto. Mas tua grande malícia inacabada, insustentada, ferida. De teus sonhos o desabrigo sempre foi sua causa, grileiro de vidas! Não irás mas amar, te rogo praga e mandinga. Terás coitos castrados, desejos velados em páginas esquecidas – enquanto canto a espera de outro, tu canta suas grandes dúvidas mal dormidas.

 

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Escrito por Diogo Matias às 13h31
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 O jazz.

 

“Que transcendental que é o Jazz!” Realmente a Elis em sua interpretação “Alô! Alô, Marciano!”, na verdade da Rita Lee, mas falando-se em interpretação a música aos nossos ouvidos está sendo criada naquele exato momento - estava certa.

Todas inovações e seguimentos que nossa audição aguça em contemplar esta maravilha é válida. O jazz é sensacional e estranho ou “extraño” (eheheheeh, qual delas utilizar?! I don’t know!)... o jazz também é triste, um lamento profundo e rancoroso. Não como o blues que a tudo se conforma. O blues só tem uma diferença do nosso sertanejo, não o seu desenvolvimento, mas o blues raiz, na consciência. O sertanejo utilizando grotescamente algumas expressões famosas: “corno” e “galinha”, linearmente. Já o blues não, há uma certa tristeza em se perder, e a conformação - é elegante! Deixa de ser medíocre e passa a ser grandioso! Uma sugestão é que os cantores sertanejos dediquem-se a escutar um “pouquinho” a mais de blues! Ehehehehe! Acho que estou sonhando, só pode.... é mesmo, voltem para a escola e reiniciem tudo AGAIN!

Estou girando e esquecendo, do meu maior propósito, o jazz. O jazz diferentemente do rock ensurdecedor, explora de uma maneira sucinta o silêncio, não exaurindo nossos ouvidos, além de nossos cotidianos exaustivos - com o barulho do trânsito, das buzinas, do rádio, da tv e tudo mais. Ele cala na hora exata. O jazz não polui, seu rancor transpõem a barreira do som para encher nosso coração de um ódio grandioso. E sabe desafinar belamente, sendo bárbaro! O jazz é a música com defeito, e como é bom ter defeito, como é gostoso errar! Ele ainda dura, pois tem muito a ensinar, aos “semideuses” do rock, aos idealistas da música eletrônica – “a procura da batida perfeita”, aos românticos do sertanejo, aos alegres do samba, e aos sábios da música popular brasileira.

Ser imperfeito é a perfeição.

_ Ai, que transcendental que o jazz, não é queridinha?



Escrito por Diogo Matias às 22h38
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Nas tardes de domingo

Depois de uma noite de sabado ensolarada de diversão.

Descia em nós, uma melancolia no marasmo.

A gente fazia subir um cheiro de sangue e cebola,

e se embebecia de cevada.

Pairava no ar, uma tristeza absoluta.

Mas o diferente é que:

a gente tinha fé,

... e esperava menos carnificina, na segunda .

Talvez, ao menos, um placebo,

que a carne fosse feita na cozinha, por outro alguém.

Pra'gente poder comer em paz, sem ser carrasco.

Pra'gente poder pular carnaval em um fevereiro próximo,

fora do juqueri.


_ Eu disse meu bem, a vida é linda!



Escrito por Diogo Matias às 16h54
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"Não basta ocupar a mente com algo sólido e cansativo, os dedos pesam ao traçar tantas letras em vão, e eles desejam muito mais, mais beleza, mais palavras, mais emoção. Eles desejam que se ponha, quando a noite vier e que se caia estrelas na escuridão e no desalento, do traço sordido de uma solidão arrebatadora. Eles querem que os olhos brilhem, a luz da imensidão verdejante e que ao fim de um cansativo dia, resplandeça a mais terna ausência de forças; A vida quer cair no abismo profundo e se afogar no encontro do oceano com o céu. Não bastam as teclas insensíveis de um tempo que vai embora, sem nada; não há construção - mas há perca. A vida quer mais, e ela é maior que tudo isso."



Escrito por Diogo Matias às 16h53
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Esse luxo.

 

Vaga vontade me apavora!

Esse nada, lampeja, notas sozinhas no meu coração.

A cantiga nunca foi tão arrastada

As cigarras não se amordaçam.

E a noite cai insolente

Num trepido cavalgar.

As estrelas nascem

A janta aquece a sala de estar.

 

É angustiante.

 

Já me apaixonei por mim tantas vezes.

E não me cai bem : a idolatria!

Ficou fútil, esse lixo de não amar.



Escrito por Diogo Matias às 17h35
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Eu? Não tenho regras pra’ler!

Leio como quem faz sexo.

Na cabeceira da cama,

No canto frio da parede:

Quando a palavra é lamuriosa.

 

E se me dói o corpo

Ao excesso de uma postura.

Posições e elasticidade,

São apenas técnicas de leitura.

 

E por fim...

No cansar do corpo

“Ossos do ofício”

Rasgo a página e “como” o escritor!



Escrito por Diogo Matias às 23h37
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Pensar na morte do Bezerra

 

As traças raspam

As árvores defuntas

E solavancam em

Desestruturas

O abrigo que é minha casa

 

As traças destroem meu lar

A deixar nos cantos: amiúdes

E ruminam em meu olfato

O cantar revoltoso de um pai proletário

 

Ai, se ela cai!

Que pena! – pensarei.

 

Mas mandinga não me falta...

Junto a nossa desestabilização

Matarei meu astronauta.



Escrito por Diogo Matias às 00h38
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À Suzane Von Richthofen

 

                                      “Acendeu a luz do corredor e deu sinal verde...”.

                                                                          Solange Azevedo e Tito Montenegro

 

 

 

 

Todos cobram minha defesa! Tenho que contar? Será? Está bom! Acho que estou preparado... Posso começar? Então...

Estava exausto já havia algum tempo. Primeiro foi aquelas bolachas, sempre em potes decorados, de tampas amarelas, na fome da tarde o pote me irritava. Amarelo ouro, como se fossem preciosidades, ou caviar! Sei lá! Sei que para minha mãe era necessário suprir seus príncipes. Eu sempre dizia a ela, “Mãe... Eu queria algo de sal! Tem como?”, a resposta sempre era a falta de dinheiro. Mas com o tempo percebi que ela saia todos os dias à tarde para comprar linhas para seus bordados! Tudo bem, o dinheiro era dela, que gastasse como quisesse!

Mas talvez minha implicância fosse mais detalhada como a quantidade de forros, peças de linhas coloridas e presentes para os bebês que estavam próximos a entrar para a família, agradavam seu tempo. Minha mãe era Cristã, franciscana, uma pessoa de carisma enorme. Adorava dar presentes! Desde que não os escolhessem. Era sempre aquele maldito gosto dela. Sabem como é gosto de pessoa carismática? Não!? Tudo combinando, em sintonia, como se no mundo todo, houvesse um equilíbrio e nós éramos e devíamos partes a ele. Ai, como aquilo me tirava a paciência! Por isso, passei a detestar os sábados! Chacota? Havia um nome: o meu. Mas as missas me agradavam, eu era um exemplo ( às vezes, tinha vontade de botar fogo naquela igreja!). As mães apontavam para mim, o indicador, e parecia escutá-las, “Olhe meu filho, quando crescer quero que seja como ele!”, algumas senhoras ainda tinham para comigo, tratos infantis, como apertar as bochechas e dizer em um suspiro, “Que gracinha!”. Agüentava tudo aquilo com um sorriso nos lábios. Mas por dentro, fervia a vontade nas mãos, de apertar-lhes a garganta e tirar-lhes o fôlego.

Mas com o tempo, as minúcias do cotidiano tomaram proporções, como dizer... hum... um tanto perigosas para meus ânimos. Esqueci de mencionar que nos sábados havia horas de chegada, jamais poderia passar da meia-noite. O som da pracinha, tão perto, esbanjava em meu rosto uma feição desconfigurada, aquele som alto, morria de inveja! “Mas como dizia mamãe: Não era coisa de Deus!”. Lembro-me até hoje, o dia em que levei minha primeira namoradinha em casa, de mãos dadas chegamos, minha mãe ao vê-la arregalou seus olhos e fixou-os, nos peitos de minha querida. Depois que ela foi embora, ouvi poucas e boas sobre o decote da tal menina e ela se renegou a recebê-la novamente. Tive que terminar. Outro fato que devo contar, talvez seja o dia em que ela encontrou minhas revistas debaixo do colchão, aquele moralismo, deixou-me aos nervos e por pouco, quase um estopim. Além de sua voz que ecoava, na histeria de uma boa italiana, fazia-me segurar nas mãos, o ódio quase a desabar.

Com o tempo, o café, todos os dias de manhã, com seu gosto, bem açucarado; e a cama arrumada com um edredom, o qual eu detestava a têxtura, e também o modo rápido como abria a porta de meu quarto, sempre a desconsiderar minha reclusão e os passos próximos, como se olhasse pela maçaneta a tentar encontrar-me próximo a meu orgasmo e censurar-me. E seus modos anti-higiênicos de sempre ter algo entre os dentes! Descia-me pelo estômago um nojo profundo, talvez um desejo de ser outro.

Um dia, disse que queria ir embora, arrumei minhas malas, tinha arrumado emprego em outra cidade, mas aquela noite, eu, passei no hospital, ela tinha sofrido um desmaio e a pressão estava nas alturas.

Sentia-me prisioneiro, sem armas ou forças para lutar. Vivia uma clausura dentro de meu próprio lar. Aquelas carícias me matavam e passou a me enojar seus excessos de proteção. Os passos tombavam em meus ouvidos como bombardeios. E sua rispidez ao abrir a porta parecia-me ofensas diretas; seu piscar de olhos me provocava. E assim foi que, na bela manhã de sábado, resolvi ganhar a liberdade, acordei mais cedo, acendi a luz do corredor que dava acesso à cozinha, e fiz o café, a meu gosto.

 



Escrito por Diogo Matias às 00h11
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Feliz Ano Novo

 

Naquela segunda, próxima de um acontecimento, descoberta, ou algo do tipo. As horas marcadas por um silêncio cortante e a janela que tremia com o ruflar do ar úmido que embebecia a casa de um mofo salubre e contagiante, soltando nos couros dos cintos pendurados atrás da porta, uma camada fina e aveludada de um branco intenso e ao mesmo tempo opaco, enquanto cobria o ar de um cheiro reservado, de coisa fechada. As cores intensas dos livros soltos pela instante de modo desproporcional e desordenado, junto a cama, que a três passos de distância em um aspecto desconexo, pelas toalhas jogadas, ainda úmidas do banho matutino e os edredons em curvas dessimétricas, rasgava a tendenciosa mania humana de ordem.

“Era tarde”, este foi o primeiro pensamento de Ana. Era tarde como o frio gostoso que sempre esperamos, mas que todo ano marca presença, batendo a porta em meia esperança. Esta esperança que se inicia no primeiro dia de verão do ano, onde se acende novamente a vontade ou talvez o poder de mudar as coisas para melhor, esse poder que os dias uni com a descrença, e se amansa até chegar o alívio de se fluir o tempo sem a preocupação de uma mudança certa, que acarreta tantos círculos inesperados e sem rotinas.

O que restava era mais um terço as seis, três cafés diários, a roupa no varal e a cama e os livros quebrando a promessa. Essa jamais feita, jamais posta em orações, uma promessa que era a própria moral. Mas diante do silêncio, o verde cortante e inexato das folhas que dançavam ao vento, as pragas mortas de um pálido sol, raspando ao toque mutuo de suas amarguras, e o chão que parecia andar; o dia estava inquieto e algo prometia. Mas talvez ela achasse tarde demais...

 



Escrito por Diogo Matias às 14h19
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Poema

 

No íngreme dos meus conceitos

faz-se introversão e intolerância

o céu do meu eu!

 

Jaz debaixo da terra

coberta por cal

a esperança bem viva

que ainda era cativa no suspiro final.

 

E durante os 60 vindouros anos

sussurravam no verão

o vento frio do outono

e na cadeira de balanço

rangendo como o vento

sentou a solidão

eternizando meu momento.

 

E numa eterna melodia,

os choros quebrados de silêncio

invadiu pela janela

num sopro cavalgado de pura indecência

deixando na minha sala que ainda era abrigo

a retórica de um ódio infinito.

 

E sequei anos sem fim

perdendo meu próprio gosto debruçado em mim

as ervas entraram na casa

e com elas os bichos peçonhentos

cobras, lacraias e ratos, a rondar por meu trajeto

sei que perdi a noção de vida

sentado no sofá

seco de lamúria

venenoso como uma cobra

e peçonhento em amargura.



Escrito por Diogo Matias às 18h51
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Warning: My Mama is criminal!

 

 

Não sei o que move

Esse ódio grandioso?

Não sei se é

Devido ao vício que me faltou...

Ou se é asa de borboleta inesperada!

Não sei também

Se geraria mais raiva

O bater na porta

O simples ruir dos passos.

Sola que bate no chão!

Sola que estremece minha alma!

Ai, Sarjetas!

Fúnebres vielas desse esplendor sentimental,

São as carícias excessivas

E o abrigo matinal?

 

- é a clausura da proteção!

 

São as grades do almoço ao meio-dia

São as algemas do ócio

do prato limpo, do sorvo do café pronto a qualquer hora.

Cela de maus-tratos “cariciais”

Isso é uma teia

A cada passo uma carícia

O bote, o melado

Sugar a essência

É a arma do crime

É o contagio da doença!

 



Escrito por Diogo Matias às 02h07
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“Me sorve” a paciência! Sim. O ato de sorver é “proletário na etiqueta”! Me arrepia os pêlos do corpo inteiro e também me sorve a irritação, vindo a tona. Do latim sorbere, haurir ou beber, aspirando. Beber aos sorvos ou aos poucos, também compreendido como embeber-se ou impregnar-se de; chupar, sugar, absorver... entre outros significados.

Detesto o “sorver de líquidos”, principalmente o café, de manhã. Doem os ouvidos! Ainda assim no último gole da ultima cerveja da noite, já para lá de Bagdá, como se “de repente, não mais que de repente”, a consciência volta a tona e passo a detestar quem sorveu. Vai sorver a “puta que te pariu”, Vai sorver o cú, vai sorver pra’lá, Mané!

Agora, um pouco distante de minhas pieguices, o ato de sorver me lembra alemão bebendo cerveja quente, não, mais especificamente chope! Pois cerveja quente da espuma e isso me faz lembrar de chope.

Voltando ao assunto, jamais bebo bebida muito quente, pois o remédio é sorve-la. LeitE quentE da dOR nÔs dentEs! Tenho dentes sensíveis, já por isso, pra’não sair como burguês chato, já peço antes, “por favor, não muito quente”.

Agora no duplo sentido: Alguém sorve “grilinhos”, como se sorve sorvete? Sendo especificamente machista e taxativo, o ato de sorver é pra’homem! Homem que sorve! Mulher tem educação! Sem discutir o tamanho do pé! Pensando melhor, sorve é radical de sorvete, isto se substantivo concreto precisar de radical, então o ato de sorver foi criado essencialmente para o sorvete, para quem gosta de sorvete!

Então deixemos o ato em si para os caminhoneiros, os pedreiros, os homens que de noite sorvem suas mulheres pelos buracos mais improváveis. Pois o café está quente pra’caralho, e infelizmente, tapem os ouvidos, pois sorvê-lo-ei!

 

Eheheheh!



Escrito por Diogo Matias às 18h06
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Tenho que aprender a semear mas guardo o adubo para mim!

Cavaleiro inconstante de espada na mão

Montado na própria sombra, vagando em um auto alazão.

Se afunda na busca escuro do império teu

Matando seus guerreiros em fúnebres fugas do teu próprio eu

Não rejeita a companhia alheia,

Não demore voltar a aldeia,

Não se afogai na incompreensão do infinito mar.

Cavaleiro Impenetrável,

 acorda dessa viagem!

 Busca o horizonte que a verdade é utopia,

 Que a verdade não passa de uma miragem!

 



Escrito por Diogo Matias às 23h42
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Cai sobre o destino, a triste lança do tempo.

E estes impérios movidos pela vontade

Diminuem com os minutos a sombra da persistência.

 

Murcha a carne morta, flui a flacidez

Brotando das aranhas como a tecer nos cantos da vida

As teias em labirintos de esperanças, já perdidas!

 

Tece a cada segundo, o que na vida se desfaz

Como na construção de um caminho

Desaparece o que o olhar não alcança mais.

Se esvai junto do que não se vê,

Os segundos por um cano

E gratifica-se com a saudade somada ao desengano.

 

Rompe-se na fronteira do agora

A miragem da felicidade

Brotando no fundo da boca

A amarga consideração de um futuro quase certo

Trazendo antes mesmo do acontecido

A retórica de um gozo infinito.

 



Escrito por Diogo Matias às 20h09
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Quando nasci, Deus e o Diabo brigavam pela minha alma... não entraram em consenso e agora pairo em energia renegada e pago, feito Judas, o juízo final. Não ele em si! Mas o futuro de minha alma! Não espero ser acolhido no céu, muito menos no inferno. Estou abandonado no universo sem existir, na verdade, sou miragem! Prontifico-me a doar, a qualquer matéria da metafísica, um ser horripilante e traiçoeiro. Informações, dados, país e sexo, são perguntas invalidas. Por motivos de voltar a ser renegado, detesto ser renegado! Detesto que me desprezem! Precisamos de um novo anjo da luz, para sobressair com a razão e ser expulso dos níveis! Precisamos da Reforma universal, “deusiática” ou diabólica. Tanto faz, precisamos de um meio termo; necessitamos de um caminho alternativo, onde a essência não nega o erro e muito menos a humanidade. Proponho sermos deuses e criarmos um universo paralelo, sem asas e muito menos cheiro de enxofre.



Escrito por Diogo Matias às 21h53
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