Experimental


 

Pensar na morte do Bezerra

 

As traças raspam

As árvores defuntas

E solavancam em

Desestruturas

O abrigo que é minha casa

 

As traças destroem meu lar

A deixar nos cantos: amiúdes

E ruminam em meu olfato

O cantar revoltoso de um pai proletário

 

Ai, se ela cai!

Que pena! – pensarei.

 

Mas mandinga não me falta...

Junto a nossa desestabilização

Matarei meu astronauta.



Escrito por Diogo Matias às 00h38
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