O jazz.
“Que transcendental que é o Jazz!” Realmente a Elis em sua interpretação “Alô! Alô, Marciano!”, na verdade da Rita Lee, mas falando-se em interpretação a música aos nossos ouvidos está sendo criada naquele exato momento - estava certa.
Todas inovações e seguimentos que nossa audição aguça em contemplar esta maravilha é válida. O jazz é sensacional e estranho ou “extraño” (eheheheeh, qual delas utilizar?! I don’t know!)... o jazz também é triste, um lamento profundo e rancoroso. Não como o blues que a tudo se conforma. O blues só tem uma diferença do nosso sertanejo, não o seu desenvolvimento, mas o blues raiz, na consciência. O sertanejo utilizando grotescamente algumas expressões famosas: “corno” e “galinha”, linearmente. Já o blues não, há uma certa tristeza em se perder, e a conformação - é elegante! Deixa de ser medíocre e passa a ser grandioso! Uma sugestão é que os cantores sertanejos dediquem-se a escutar um “pouquinho” a mais de blues! Ehehehehe! Acho que estou sonhando, só pode.... é mesmo, voltem para a escola e reiniciem tudo AGAIN!
Estou girando e esquecendo, do meu maior propósito, o jazz. O jazz diferentemente do rock ensurdecedor, explora de uma maneira sucinta o silêncio, não exaurindo nossos ouvidos, além de nossos cotidianos exaustivos - com o barulho do trânsito, das buzinas, do rádio, da tv e tudo mais. Ele cala na hora exata. O jazz não polui, seu rancor transpõem a barreira do som para encher nosso coração de um ódio grandioso. E sabe desafinar belamente, sendo bárbaro! O jazz é a música com defeito, e como é bom ter defeito, como é gostoso errar! Ele ainda dura, pois tem muito a ensinar, aos “semideuses” do rock, aos idealistas da música eletrônica – “a procura da batida perfeita”, aos românticos do sertanejo, aos alegres do samba, e aos sábios da música popular brasileira.
Ser imperfeito é a perfeição.
_ Ai, que transcendental que o jazz, não é queridinha?
Escrito por Diogo Matias às 22h38
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