Experimental


 

Poemas Gnósticos, envoltos de inconsciência (neurastenia) e poucas palavras para os Deuses.

 

01

Em noites de vigília

Onde a tormenta insônia

Seca minhas retinas de lucidez

Eu levanto junto com o sol

(e penso nos deuses, pois não há para eles, mistério no amanhecer)

É estranho e nítido – o contraste:

Entre a plasticidade da noite

E as formas que as coisas tem ao despertar.

Para os deuses não há contraste!

 

(Por ser humano, apenas contemplo.)

 

02

Há um comércio de sutilezas

Feito entre donas de casas.

Onde as medidas são secretas,

Ditas de boticário.

E as panelas possuem o poder

De viajar entre as vizinhanças;

E voltarem sempre cheias de quitandas.

(e outras frutas de sabores bem excêntricos, que não foram feitas por deus, são sutilezas humanas em que nego dizer o nome)

 

03

O que nos resta em um dia de funeral

É um gosto de café após o enterro.

Um abraço desconhecido no meio das recordações

Uma vista esplendorosa que aguce nossa sensibilidade

Para que seja confundido – o desespero e a vontade

Da vida e da Morte.



Escrito por Diogo da Silva às 10h41
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  Leili :)
  TAPIOCANGA
  Almofariz
  De homem pra'homem
  Marcos Caiado
  Carlos Caetano - 1984
  Cinema Cult