Em toda juventude há muita virilha. Mucosas salivam de vontade e palpitam mais que o coração. São nervos que em suas ardências, escondidos atrás dos pubianos, guardam lúbricas ou eretas uma simples vontade de “comer” o mundo. E as nádegas belas, censuradas quebram pelas ruas. _ O que há entre elas? Pergunta meu coração. Haverá de me permitir as bundas viris como todas faziam quando infantis? Haverá de quebrar essa lógica grega? E enquanto isso, fétidas são as ruas. Latejam os telhados e ganem os cães. Um alvoroço é visto ao meio dia. Existem cartazes de protesto e publicidade. Mas debaixo dos jeans não se revelam os coitos. _ Pelo que lubrificas mais? Estão fechados os portões e as trancas das portas; também as venezianas tampam o sol. Morrerás como os outros? Em paz?
Escrito por Diogo da Silva às 10h25
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